Ambientes mais arejados e maior atenção quanto a higiene dos espaços estão entre as novas prioridades do atual cenário.

Simonetto

Escritório da F&O Assessoria Jurídica, com projeto da arquiteta Maira Martini e execução da Simonetto Iguaçu, de Curitiba-PR

Janelas fechadas, aglomeração de objetos ou pessoas e mesas próximas não serão mais uma realidade no pós-pandemia. “As mobílias podem passar a ser separadas por acrílicos, apresentando espaço somente para o computador ou laptop. Além disso, os espaços terão sua capacidade de pessoas por metro quadrado reduzida, buscando diminuir as chances de propagação do vírus”, aponta Bruno Garcia de Athayde, arquiteto da Simonetto, empresa especializada em móveis planejados.

Segundo o arquiteto, as empresas terão que apresentar mais cautela ao voltar com as atividades presenciais. Os ambientes corporativos passarão pela reorganização do layout dos espaços e a implementação de tecnologias que assegurem a saúde dos funcionários na nova rotina de trabalho. O especialista traçou alguns possíveis pontos de mudanças que ocorrerão nos meios corporativos.

• Sala de reunião:
As salas de reunião têm sido uma preocupação para as empresas. Devido à necessidade de juntar pessoas em um espaço de pouca amplitude e ventilação, o arquiteto acredita que serão necessárias mudanças no design do ambiente. “Será fundamental que os espaços possuam janelas, os deixando mais arejados, além da redução da sua capacidade. Uma sugestão, é investir em mesas maiores, possibilitando uma distância de no mínimo 1,5 metro entre os colaboradores”, pontua Garcia.

• Espaços de descompressão:
Para tornar o período de trabalho menos desgastante, as empresas podem optar por manter os espaços de descompressão, visando momentos mais relaxantes aos seus colaboradores. No entanto, as atividades devem ocorrer de forma mais controlada, evitando aglomerações.
Para o arquiteto, uma boa alternativa é o espaçamento das mobílias, evitando deixar cadeiras uma de frente para a outra. Escalas para a ocupação desses ambientes podem ser uma boa pedida, controlando a quantidade de indivíduos no local.

• Escritórios:
A jornada de trabalho presencial será intercalada com o trabalho remoto. Segundo o arquiteto, os escritórios abrigaram não somente menos funcionários, mas também, menos móveis e objetos. “A distância física será um ponto a ser desenvolvido e estruturado através de orientações para que o trabalho continue eficiente e, ao mesmo tempo, seguro. Outro fator é que os ambientes corporativos investirão em tecnologia para evitar toques no pós-pandemia. Seja na porta de entrada ou nos banheiros, sistemas de acionamento automático podem ser uma aposta das empresas para evitar que trabalhadores toquem nos objetos”, comenta.

• Banheiros:
Nos banheiros, será preciso ainda mais cautela quanto à higienização, tento em vista a alta proliferação de bactérias nesses ambientes. Alguns projetos já adotaram o acionamento pelo pé para descargas nos sanitários e acionamento automático para torneiras, saboneteiras, secadores de mãos e interruptores.

• Higienização:
A limpeza das superfícies, ambientes e objetos passará a ser diária, com produtos especiais. “Os novos layouts preveem bancadas externas para lavar as mãos, espaços para higienização dos calçados, álcool em gel em todo os ambientes, além de máscaras e luvas”, finaliza.

Serviço:
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