Estudos mostram que espaços planejados garantem maior satisfação e influenciam na concentração durante a jornada de trabalho

Junior Piacesi

Preparar os ambientes corporativos considerando aspectos que humanizem os espaços tem sido uma demanda crescente na área da arquitetura. Por isso, a neuroarquitetura – ciência que estuda o impacto dos ambientes no cérebro e no comportamento humano, e a biofilia – movimento que busca reconectar as pessoas com a natureza, são algumas das principais tendências de arquitetura este ano. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que a depressão será, até 2020, o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo. No Brasil, cerca de 5,8% da população tem a doença, o que faz do país o campeão de casos na América Latina.

“Esse é o momento de nos preocuparmos com o sofrimento das pessoas nos ambientes de trabalho”, destaca o arquiteto Junior Piacesi, à frente do escritório Piacesi Arquitetos Associados, que também é especialista em projetos e ambientes corporativos. Para ele, as empresas vão seguir esse ano a tendência de projetar ambientes que ajudam a aumentar a produtividade. Além disso, diversas corporações estão retomando projetos que ficaram na gaveta no último ano. “Empresas que estavam mais receosas também decidiram investir e estão solicitando projetos de novas sedes e espaços físicos”, avalia.

Piacesi ressalta a importância dos executivos olharem mais para as questões psicológicas, uma vez que o ambiente interfere diretamente no comportamento e nas emoções das pessoas. A presença de vegetação, ou um jardim, e a valorização da iluminação natural, são elementos que levam a um ambiente de trabalho mais acolhedor. “Estudos relacionados à biofilia apontam que a proximidade da natureza, reforçada com a presença de plantas no local de trabalho, tem efeito na concentração durante a jornada do dia a dia, além de contribuir para a valorização do bem-estar psicológico”, explica.

A tendência, portanto, é a elaboração de projetos mais personalizados e individualizados, com salas de reunião flexíveis. “Ao invés de ter apenas uma grande sala, com uma mesa para muitas pessoas, podemos optar por um ambiente com divisórias. Assim pode-se aumentar ou diminuir a sala, dependendo da necessidade”, exemplifica.

Na medida do possível, as estações de trabalho podem refletir a personalidade de seus ocupantes. Neste sentido, você pode dar abertura para que os colaboradores façam as adaptações no seu posto de trabalho. Uma proposta que quebra com o layout segmentado e rígido das paredes e apresenta um espaço integrado, no qual o nível hierárquico é explorado de forma linear. “Esse é um novo conceito para empresa, que leva um olhar mais humano para o espaço e para o usuário. Um olhar que potencializa o cuidado”, finaliza Piacesi.

Essas informações são muitos importantes para as empresas que pretendem criar um ambiente de trabalho mais atrativo, criativo e produtivo para os seus funcionários, visto que o design de um escritório pode afetar na decisão de trabalhar ou não naquele espaço e, principalmente, interferir diretamente na produtividade dos colaboradores.

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